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Um requisito fundamental para a sustentabilidade é exigir menos do planeta do que a capacidade dos ecossistemas pode renovar. A contabilidade da pegada ecológica visa medir e apresentar os resultados de oferta e demanda, ou seja, rastreia a demanda humana nos ecossistemas e compara com a capacidade de renovação dos ecossistemas.

 

Quando a demanda excede a renovação, leva à degradação do capital natural, que por sua vez, pode causar diminuição do bem-estar econômico e social.

 

Estudos científicos mostram que desde o final dos anos 70 a demanda da população mundial por recursos naturais é maior do que a capacidade do planeta em renová-los. Dados mais recentes demonstram que estamos utilizando cerca de 75% a mais do que o que temos disponível em recursos naturais, ou seja, precisamos de quase dois planetas para sustentar nosso estilo de vida atual.

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O déficit ecológico mundial é conhecido como superação ecológica global. Desde a década de 1970, a humanidade está em superação ecológica, com a demanda anual de recursos excedendo a biocapacidade da Terra. Hoje a humanidade usa o equivalente a 1,75 Terras para fornecer os recursos que usamos e absorver nossos resíduos, com base na edição de 2022 das Contas Nacionais de Pegada e Biocapacidade do Global Footprint Network. 

 

Isso significa que atualmente a Terra leva um ano e oito meses para regenerar o que usamos em um ano

 

A humanidade usa mais recursos e serviços ecológicos do que a natureza pode regenerar por meio da pesca excessiva, da exploração excessiva de florestas e da emissão de mais dióxido de carbono na atmosfera do que as florestas podem sequestrar.

 

O Global Footprint Network criou um mecanismo para calcular a Pegada Ecológica estabelecendo um padrão global para medir os recursos globais, permitindo comparar o consumo humano de recursos naturais com a situação real. O Dia da Sobrecarga da Terra marca o dia do ano em que as pessoas começam a consumir mais recursos naturais do que a Terra pode fornecer e reproduzir em um ano. 

 

Antes da pandemia de 2019, a cada ano, o dia da sobrecarga vinha sendo antecipado, ou seja, continuamos a consumir vorazmente os recursos naturais da terra. Com a pandemia mais controlada, já se nota em 2021 um retorno da tendencia anterior. Veja no gráfico, abaixo a evolução desde 1970.

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Crédito da imagem: Global Footprint Network

 

 

Analisando estes dados é possível concluir que o nosso estilo de vida está moldado em uma forma irracional de exploração da natureza, que gera o esgotamento dos recursos naturais mais rápido do que sua capacidade de renovação.

 

Esta situação não pode perdurar, pois, desta forma, enfrentaremos em breve uma profunda crise socioambiental e uma disputa por recursos, pois muitas áreas perderão completamente a sua capacidade de serem habitadas, com escassez total de água, e o solo completamente árido e sem capacidade de produção agrícola.

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